De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), as fontes renováveis (solar, eólica, hídrica, biomassa e geotérmica) ultrapassarão os combustíveis fósseis e se tornarão a principal fonte de eletricidade do mundo até 2026.
Em números, isso significa que 36% da eletricidade mundial virá de fontes renováveis, superando o carvão, que cairá para 32%. A velocidade dessa transição impressiona: há pouco mais de uma década, imaginar que painéis solares e turbinas eólicas poderiam sustentar grande parte da energia do mundo ainda parecia distante. Hoje, essa já é a realidade em diversos países.
O relatório mostra que a energia solar é a grande protagonista desse avanço, puxando o crescimento global das renováveis. Em paralelo, a energia eólica também vem ganhando escala.
O que está por trás dessa virada?
O avanço das energias renováveis não acontece por acaso.
Ele é fruto da convergência de diferentes forças: políticas públicas mais firmes, investimentos robustos em inovação e, sobretudo, a queda expressiva nos custos de implantação de sistemas solares e eólicos, que já se tornaram acessíveis em grande parte do mundo. A tudo isso soma-se a pressão crescente sobre governos e empresas para reduzir emissões e o desejo cada vez maior das pessoas por soluções sustentáveis em suas casas, empresas e comunidades. É esse movimento político, tecnológico, ambiental e social que vem acelerando a transição rumo a alternativas mais limpas.

O que isso muda para as cidades?
A transição para energias renováveis traz benefícios concretos: ar mais limpo, mais eficiência e redução de custos com energia são apenas alguns deles. Por isso, um olhar atento para o cenário ajudando quem vive nas cidades a aproveitar oportunidades de economia e eficiência, sem deixar de lado a sustentabilidade e a qualidade de vida nas cidades.