O aumento da inadimplência se tornou um dos maiores desafios para os condomínios no Brasil. Em setembro, a taxa de atraso no pagamento das cotas condominiais atingiu 18%, representando um crescimento de quase 30% em relação à média anual. A maior parte dessa inadimplência se manifesta nos primeiros 30 dias após o vencimento da cota. Depois desse primeiro mês, aproximadamente 5% dos condôminos ainda não regularizam suas pendências.
Esta análise é baseada em um estudo da APSA, que inclui mais de 3 mil condomínios sob sua administração em estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Bahia e Pernambuco. Nos condomínios que têm cotas mensais de até R$ 500, esse índice é ainda mais alarmante, alcançando 28%.
Por que cada vez mais condôminos estão deixando de pagar suas contas condominiais?
Diversos fatores econômicos estão pressionando os moradores. A taxa Selic elevada, o aumento do desemprego e a inflação alta são os principais vilões dessa história. Com o custo de vida subindo, muitos condôminos priorizam outras dívidas, deixando o pagamento da cota condominial para depois.
João Marcelo Frey, gerente de Negócios de Condomínios da APSA, explica: “A inadimplência tem uma forte ligação com o cenário econômico. Com juros altos e endividamento crescente, muitos moradores preferem quitar dívidas com juros maiores, como cartão de crédito, antes de pagar a cota condominial.”. Porém, essa escolha gera um efeito cascata, prejudicando a manutenção das áreas comuns, a limpeza, a segurança e outros serviços essenciais nos condomínios.
Diante do aumento da inadimplência, é importante que síndicos e gestores conheçam e explorem alternativas para lidar com esse desafio e garantir a saúde financeira de seus condomínios. Muitas ações podem ser implementadas para mitigar os impactos da inadimplência e assegurar que todos os moradores possam viver bem e com tranquilidade.
O que é possível fazer para driblar a inadimplência?
Felizmente, para várias situações, existem alternativas viáveis.
Oferecer a opção pagamento de cotas condominiais via cartão de crédito é uma boa estratégia para facilitar o pagamento das cotas em dia. Seja de forma pontual ou recorrente, o serviço oferece um alívio temporário no orçamento mensal dos condôminos, já que a cobrança pode ser efetuada até 40 dias depois do vencimento da cota condominial. Desde o lançamento da funcionalidade no ano de 2021, o uso do cartão cresceu 710% entre os condôminos da APSA, combinando praticidade com a possibilidade de honrar os vencimentos de forma mais flexível.
Agora, quando um condomínio já enfrenta um alto número de cotas em aberto, a cobrança torna-se imprescindível. No entanto, não é necessário que o síndico fique à frente dessa função. A APSA, por exemplo, mantém parcerias com escritórios de advocacia especializados que oferecem serviço de cobrança extrajudicial sem custo adicional. Essa colaboração evita que os síndicos precisem lidar diretamente com as cobranças, tornando o processo de recuperação dos créditos mais ágil, eficiente e profissional.
Se o objetivo é se antecipar e resguardar o caixa para qualquer eventualidade, a contratação de um modelo de gestão especializado é mais uma alternativa que pode ser incorporada ao condomínio. A Revolução Condominial é um modelo de gestão que garante 100% da receita condominial no dia do vencimento e traz maior estabilidade financeira. Essa abordagem não apenas assegura a entrada dos recursos, mas também se responsabiliza pela cobrança das unidades inadimplentes, contribuindo para a manutenção de um fluxo de caixa saudável e permitindo o pagamento de despesas essenciais do condomínio, como segurança, limpeza, água e energia, sempre em dia.
Para fortalecer ainda mais a atuação dos síndicos e ajudar na recuperação financeira dos condomínios, disponibilizamos o e-book gratuito “Como Recuperar a Saúde Financeira do Seu Condomínio?”. O material aborda dicas de orçamento condominial, gestão de custos com pessoal e redução de despesas, oferecendo uma visão completa de como organizar as finanças de forma preventiva.
